Como comer de forma mais sustentável e saudável

Quer aprender como comer de forma mais sustentável e saudável? Então você está no lugar certo.
A sustentabilidade é um dos valores da Boomi, por isso estamos sempre criando novos conteúdos para tornar o seu dia a dia um pouco mais sustentável.
Se você é leitor do nosso blog, provavelmente já conhece algumas maneiras de diminuir o consumo de plástico, reduzir o desperdício de alimentos, combater a pegada de carbono, diminuir o consumo de água e reciclar corretamente. Mas, quando o assunto é alimentação, você sabe como comer de forma mais sustentável?
O que é uma vida sustentável?
Em sua essência, sustentabilidade significa atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às próprias necessidades.
Embora o conceito tenha sido historicamente associado principalmente ao impacto ambiental, atualmente a sustentabilidade também envolve dimensões sociais e econômicas.
Uma vida sustentável significa buscar formas de utilizar os recursos naturais de maneira mais consciente, reduzindo desperdícios e impactos ambientais sempre que possível. Isso não significa, necessariamente, abrir mão do conforto. Pelo contrário: existem diversas alternativas que podem tornar escolhas mais sustentáveis acessíveis e compatíveis com uma rotina prática e saudável.
Como comer de forma mais sustentável?
1. Priorize alimentos de origem vegetal
A produção de alimentos de origem animal, especialmente a pecuária de ruminantes, pode apresentar uma pegada ambiental significativa, principalmente devido às emissões de gases de efeito estufa, ao uso da terra e ao consumo de recursos naturais.
Por isso, aumentar a participação de alimentos de origem vegetal na alimentação pode ser uma estratégia para reduzir o impacto ambiental da dieta.
Frutas, legumes, verduras, grãos integrais, castanhas e leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, são exemplos de alimentos que podem fazer parte de uma alimentação variada e equilibrada.
2. Não negligencie as proteínas vegetais
Uma preocupação comum entre pessoas que seguem ou desejam seguir uma alimentação vegetariana ou vegana é encontrar boas fontes de proteína.
No entanto, existem diversas opções de origem vegetal que podem fazer parte da alimentação, como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja, tofu, amendoim, castanhas e outras sementes.
Uma alimentação vegetariana ou vegana bem planejada pode fornecer proteínas e outros nutrientes importantes. A variedade é fundamental para garantir um bom aporte nutricional.
3. Opte pela variedade de alimentos
Outra dica para comer de forma mais sustentável é apostar na variedade.
Diversificar os alimentos consumidos pode contribuir para uma alimentação nutricionalmente mais completa e também estimular a diversidade de cultivos agrícolas.
Além disso, variar as frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas consumidos ao longo do ano permite aproveitar diferentes alimentos da estação e ampliar o repertório alimentar.
4. Sirva porções adequadas
Servir porções menores pode ajudar a reduzir o desperdício de alimentos, especialmente quando não se sabe exatamente quanto será consumido.
Uma estratégia simples é começar com uma quantidade que pareça adequada e, caso ainda esteja com fome após terminar a refeição, servir mais.
Dessa forma, é possível respeitar a fome e a saciedade ao mesmo tempo que se reduz a quantidade de comida que pode acabar sendo descartada.
5. Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados
Do ponto de vista ambiental, a produção e a distribuição de alimentos envolvem diferentes etapas, como processamento, transporte, armazenamento e embalagem, que podem gerar impactos ambientais.
Por isso, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados pode ser uma estratégia interessante tanto para a qualidade da alimentação quanto para a sustentabilidade.
É importante lembrar, porém, que o impacto ambiental de um alimento não depende apenas de seu grau de processamento. Ingredientes utilizados, origem, embalagem, transporte, quantidade de resíduos e forma de produção também podem influenciar esse impacto.
6. Considere reduzir o consumo de laticínios
A produção de leite e de outros produtos de origem animal utiliza recursos naturais e também está associada à emissão de gases de efeito estufa.
As bebidas vegetais podem ser uma alternativa aos laticínios em algumas situações, mas seu impacto ambiental varia de acordo com o ingrediente utilizado e com fatores como uso da terra e da água, processamento e transporte.
Além disso, as bebidas vegetais não são nutricionalmente equivalentes entre si. Quando utilizadas como substitutas do leite, é importante observar a composição nutricional e, quando necessário, optar por versões fortificadas com nutrientes como cálcio e vitamina B12.
Assim, reduzir o consumo de laticínios, quando isso fizer sentido para a pessoa, pode fazer parte de uma estratégia alimentar com menor impacto ambiental.
7. Reduza o desperdício de alimentos
Se você está buscando uma vida mais sustentável, desperdiçar o mínimo possível de comida é fundamental.
Algumas estratégias simples podem ajudar:
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Planejar as compras;
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Armazenar os alimentos corretamente;
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Aproveitar integralmente frutas, verduras e legumes quando possível;
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Congelar alimentos antes que estraguem;
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Aproveitar sobras em novas preparações;
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Organizar a geladeira para facilitar a visualização dos alimentos;
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Comprar apenas a quantidade que será consumida.
Quando não for possível aproveitar os resíduos orgânicos, a compostagem pode ser uma alternativa para reduzir a quantidade de matéria orgânica enviada aos aterros sanitários e devolver nutrientes ao solo.
8. Cultive sua própria comida
Cultivar alimentos em casa pode ser uma maneira interessante de aproximar as pessoas da produção de alimentos e incentivar o consumo de ervas, temperos e hortaliças.
Mesmo quem não tem um jardim pode utilizar vasos ou pequenos espaços para cultivar manjericão, alecrim, hortelã, cebolinha, salsinha e outras plantas.
Além de ser uma atividade prazerosa, cultivar alimentos pode ajudar a valorizar o trabalho envolvido na produção agrícola e estimular escolhas alimentares mais conscientes.
9. Escolha alimentos orgânicos quando possível
Se você já procura reduzir o desperdício, evitar embalagens desnecessárias e aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, outra possibilidade é conhecer os alimentos orgânicos.
A agricultura orgânica utiliza práticas específicas de produção e manejo, com regras próprias para o uso de insumos e para a conservação dos recursos naturais.
Porém, é importante evitar a ideia de que todo alimento orgânico é automaticamente mais sustentável em qualquer situação. O impacto ambiental depende de diversos fatores, como produtividade, uso da terra e da água, transporte, embalagem, manejo do solo e condições locais de produção.
Na Boomi, a nossa horta é 100% orgânica e trabalha com agricultores locais.
Confira também este conteúdo do nosso blog sobre como a agricultura orgânica beneficia o meio ambiente.
10. Priorize alimentos da estação
Se você quer começar a comer de forma mais sustentável e saudável, uma boa estratégia é aproveitar os alimentos da estação.
Alimentos sazonais são aqueles produzidos e colhidos de acordo com o período do ano em que as condições de cultivo são mais adequadas.
Cada espécie vegetal se adapta de maneira diferente ao clima e ao local de cultivo. Por isso, a sazonalidade está relacionada ao ciclo natural de produção de cada alimento.
Além de possibilitar uma alimentação mais variada ao longo do ano, consumir alimentos da estação pode reduzir a necessidade de determinadas práticas de produção e armazenamento. O impacto ambiental, porém, depende das condições específicas de cultivo, armazenamento e transporte.
Conclusão
Viver de forma mais sustentável significa buscar maneiras de utilizar os recursos naturais com responsabilidade, reduzindo desperdícios e considerando os impactos ambientais e sociais das nossas escolhas.
Quando o assunto é alimentação, pequenas mudanças podem fazer parte desse processo: aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal, variar a alimentação, reduzir o desperdício, aproveitar alimentos da estação, cultivar temperos em casa e fazer escolhas de consumo mais conscientes são alguns exemplos.
Não é necessário transformar todas as escolhas de uma vez. O mais importante é construir hábitos que sejam possíveis de manter no dia a dia e que contribuam, em conjunto, para uma alimentação mais saudável e para um estilo de vida mais sustentável.
Ao escolher produtos, também podemos considerar aspectos como origem, forma de produção, certificações, embalagens e desperdício. Dessa maneira, nossas escolhas de consumo podem contribuir para um sistema alimentar mais consciente e para um futuro mais sustentável.