9 óleos essenciais e suas propriedades

Os óleos essenciais são substâncias aromáticas altamente concentradas extraídas de diferentes partes das plantas, como flores, folhas, cascas, raízes e frutos.
Eles são utilizados há muito tempo na perfumaria, cosmética e aromaterapia e podem ser encontrados em produtos destinados à aplicação na pele ou à difusão no ambiente.
Neste guia, você vai conhecer 9 óleos essenciais, suas principais características e algumas formas de utilização.
O que são óleos essenciais e óleos carreadores?
Os óleos essenciais são misturas concentradas de compostos aromáticos produzidos naturalmente pelas plantas. Dependendo da espécie e da parte utilizada, podem ser obtidos por processos como destilação ou prensagem.
Já o óleo carreador é um óleo vegetal utilizado principalmente para diluir o óleo essencial antes da aplicação na pele.
A diluição ajuda a reduzir a concentração do óleo essencial e pode diminuir o risco de irritação ou sensibilização da pele. Porém, nem todos os óleos essenciais são adequados para uso tópico, e a concentração segura depende do óleo, da região do corpo, da idade e de outros fatores.
Por isso, antes de utilizar um óleo essencial na pele, é importante consultar as orientações do fabricante.
Entre os óleos vegetais que podem ser utilizados como carreadores estão os óleos de girassol, semente de uva e amêndoas.
Importante: óleo essencial puro e concentrado não deve ser aplicado indiscriminadamente na pele. Também não é recomendado aplicar óleos essenciais sobre pele lesionada ou irritada.
9 óleos essenciais e suas propriedades
1. Óleo essencial de alecrim
O óleo essencial de alecrim possui aroma herbal, fresco e marcante e é bastante utilizado em aromaterapia, cosméticos e produtos para cuidados pessoais.
Pesquisas preliminares investigam possíveis efeitos relacionados à atenção, à memória, ao humor e à circulação, mas não há evidências suficientes para afirmar que o óleo essencial trate fadiga, depressão ou outras condições de saúde.
Como utilizar: pode ser utilizado em difusores ou, quando o produto for indicado para uso tópico, diluído em um óleo vegetal apropriado e aplicado conforme as instruções do fabricante.
2. Óleo essencial de capim-limão
Também conhecido como lemongrass, o capim-limão possui aroma cítrico, fresco e intenso.
Seu óleo essencial é utilizado principalmente por seu aroma em produtos de perfumaria, cosméticos e aromaterapia. Estudos laboratoriais também investigam possíveis atividades antimicrobianas, mas esses resultados não significam que o óleo seja um tratamento comprovado para acne, celulite, obesidade ou outras doenças.
Como utilizar: pode ser utilizado em difusores ou em produtos cosméticos formulados para uso tópico, sempre respeitando a concentração indicada.
3. Óleo essencial de citronela
A citronela é amplamente conhecida pelo uso em produtos destinados a repelir insetos.
Seu aroma intenso e característico é utilizado em velas, difusores, repelentes e outros produtos destinados ao ambiente.
Embora existam estudos sobre diferentes atividades biológicas da citronela, isso não significa que seu óleo essencial deva ser utilizado como tratamento para dores ou infecções.
Como utilizar: utilize produtos de citronela de acordo com a finalidade indicada no rótulo. Quando destinados à pele, siga rigorosamente as instruções de diluição e aplicação.
Para animais de estimação, utilize apenas produtos específicos para a espécie e aprovados para essa finalidade. Não aplique óleo essencial puro diretamente no animal.
4. Óleo essencial de cravo
O óleo essencial de cravo possui aroma intenso, quente e marcante e contém compostos como o eugenol.
O eugenol apresenta propriedades antimicrobianas e analgésicas em estudos experimentais, motivo pelo qual o cravo é estudado em diferentes aplicações.
Isso, porém, não significa que o óleo essencial puro deva ser aplicado diretamente em dentes, aftas, feridas ou outras lesões.
Como utilizar: pode ser utilizado em aromatização e em produtos cosméticos adequadamente formulados e diluídos.
Por ser altamente concentrado, merece atenção especial para evitar irritações e outros efeitos adversos.
5. Óleo essencial de eucalipto
O óleo essencial de eucalipto possui aroma fresco e intenso e é bastante utilizado em aromatizadores, produtos de higiene e preparações de aromaterapia.
A inalação do aroma é tradicionalmente associada à sensação de frescor e à abertura das vias aéreas, mas isso não significa que o óleo essencial seja capaz de tratar sinusite, bronquite, asma, infecções ou outras doenças respiratórias.
Como utilizar: siga as orientações do fabricante para uso em difusores ou outros produtos destinados à aromatização.
O óleo de eucalipto não deve ser ingerido, pois sua ingestão pode causar intoxicação e, em determinadas situações, convulsões.
6. Óleo essencial de hortelã-pimenta
O óleo essencial de hortelã-pimenta possui aroma refrescante e alto teor de mentol.
A aromaterapia com hortelã-pimenta é estudada, entre outras aplicações, para náuseas. Algumas evidências também sugerem possíveis benefícios da aplicação tópica para dores de cabeça tensionais.
Entretanto, as evidências não permitem afirmar que o óleo essencial trate asma, bronquite, resfriados ou outras doenças respiratórias.
Como utilizar: pode ser utilizado em aromaterapia ou, quando indicado para uso tópico, em formulações adequadamente diluídas.
O mentol pode ser prejudicial à respiração de bebês e crianças pequenas, portanto produtos contendo hortelã-pimenta não devem ser aplicados no rosto dessas crianças.
7. Óleo essencial de hortelã-japonesa
A hortelã-japonesa é uma variedade conhecida por apresentar alto teor de mentol, o que proporciona aroma intenso e sensação refrescante.
Assim como outros óleos ricos em mentol, pode ser utilizada em produtos de aromaterapia e cosméticos.
Existem estudos sobre o uso de hortelã-pimenta e outros óleos ricos em mentol para diferentes finalidades, mas não há evidências suficientes para afirmar que o óleo essencial de hortelã-japonesa seja um tratamento para enxaqueca, problemas digestivos ou doenças respiratórias.
Como utilizar: siga as recomendações específicas do produto e evite aplicações próximas ao nariz e ao rosto de bebês e crianças pequenas.
8. Óleo essencial de lavandin
O lavandin é um híbrido de espécies de lavanda e possui aroma semelhante ao da lavanda tradicional, porém com características próprias.
É muito utilizado em perfumaria, cosméticos e aromaterapia por seu aroma agradável e relaxante.
A aromaterapia com lavanda e compostos relacionados vem sendo estudada para situações como estresse e qualidade do sono, mas ainda são necessárias pesquisas mais robustas para determinar sua eficácia.
Como utilizar: pode ser utilizado em difusores ou em produtos tópicos adequadamente formulados e diluídos.
9. Óleo essencial de melaleuca
O óleo essencial de melaleuca, também conhecido como tea tree oil, é obtido principalmente das folhas de Melaleuca alternifolia.
É bastante utilizado em produtos cosméticos destinados à pele. Pequenos estudos sugerem que o uso tópico pode ajudar em algumas condições, como acne e pé de atleta, mas as evidências ainda são limitadas e não substituem os tratamentos convencionais.
Como utilizar: quando indicado para uso tópico, deve ser utilizado conforme as orientações do fabricante e na concentração adequada.
O óleo essencial de melaleuca não deve ser ingerido, pois sua ingestão pode causar intoxicação, incluindo confusão, perda de coordenação e outros sintomas graves.
Como utilizar os óleos essenciais?
Os óleos essenciais podem ser utilizados de diferentes maneiras, dependendo do produto e da finalidade.
Difusor
A difusão é uma forma comum de utilizar óleos essenciais no ambiente.
A quantidade adequada varia conforme o equipamento, o tamanho do ambiente e o produto utilizado. Por isso, em vez de estabelecer uma quantidade fixa de gotas para todos os casos, siga as orientações do fabricante.
É importante manter o ambiente ventilado e interromper o uso caso surjam irritação, dor de cabeça, náusea ou dificuldade para respirar.
Massagem
Para uso em massagens, o óleo essencial deve ser diluído em um óleo vegetal ou em uma formulação apropriada para aplicação na pele.
A concentração adequada depende do óleo essencial, da região do corpo e da pessoa que irá utilizá-lo.
Como referência geral, produtos destinados à pele podem trabalhar com concentrações baixas, mas o mais seguro é seguir a orientação específica do fabricante ou de um profissional qualificado.
Nunca aplique óleo essencial puro indiscriminadamente na pele. Alguns podem provocar irritação ou reação alérgica.
Banho
É importante ter cuidado com o uso de óleos essenciais no banho.
Óleos essenciais não se misturam naturalmente com a água. Por isso, pingar algumas gotas diretamente em uma banheira ou recipiente não garante uma diluição uniforme e pode fazer com que o óleo concentrado entre em contato direto com a pele.
Para o banho, prefira produtos formulados especificamente para essa finalidade ou siga as instruções do fabricante.
Escalda-pés
O mesmo cuidado vale para o escalda-pés.
Em vez de adicionar gotas diretamente à água, utilize um produto adequadamente formulado para dispersar o óleo essencial ou siga a orientação específica do fabricante.
Cuidados importantes
Óleos essenciais são substâncias concentradas e devem ser utilizados com cuidado.
O fato de um óleo ser “natural” ou “orgânico” não significa que ele seja automaticamente seguro. Alguns óleos podem provocar irritação, alergias, queimaduras ou outros efeitos adversos.
Além disso:
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Não ingira óleos essenciais por conta própria.
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Não aplique óleo essencial puro na pele sem orientação adequada.
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Não aplique em olhos, boca ou mucosas.
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Não utilize sobre pele lesionada.
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Mantenha os frascos fora do alcance de crianças e animais.
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Gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas que utilizam medicamentos devem conversar com um profissional de saúde antes de utilizar determinados óleos essenciais.
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Óleos cítricos específicos podem aumentar a sensibilidade da pele ao sol.
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Em caso de irritação ou reação alérgica, interrompa o uso e lave a região afetada.
Afinal, os óleos essenciais funcionam?
Os óleos essenciais possuem diferentes compostos aromáticos e apresentam potencial para várias aplicações em aromaterapia e cosméticos.
Entretanto, a quantidade e a qualidade das evidências científicas variam bastante de um óleo para outro e de uma finalidade para outra. Algumas aplicações apresentam resultados promissores, enquanto para outras as evidências ainda são insuficientes.
Por isso, é importante não tratar os óleos essenciais como medicamentos ou substitutos de tratamentos convencionais.
Quando utilizados corretamente, eles podem fazer parte de uma rotina de autocuidado, perfumaria, cosmética e aromaterapia.
Antes de utilizar um óleo essencial, leia atentamente o rótulo, confira a finalidade indicada pelo fabricante e, em caso de dúvida, procure orientação de um profissional qualificado.
Isabella Coelho, Comunicação da Boomi.