9 melhores e piores alimentos para a aterosclerose

A aterosclerose é uma doença caracterizada pelo acúmulo de placas, formadas por colesterol, gordura, cálcio e outras substâncias, nas paredes das artérias. Com o passar do tempo, essas placas podem estreitar os vasos e dificultar o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de complicações cardiovasculares.
O colesterol LDL elevado é um importante fator causal da doença aterosclerótica, mas a aterosclerose é resultado da combinação de diversos fatores, incluindo pressão alta, diabetes, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, idade e predisposição genética.
Por isso, cuidar da alimentação é uma das estratégias importantes para reduzir o risco cardiovascular. Uma alimentação cardioprotetora prioriza vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, oleaginosas, sementes, peixes e fontes de gorduras insaturadas, enquanto limita gorduras saturadas, gorduras trans, excesso de açúcares, sódio e alimentos ultraprocessados.
Aterosclerose: sintomas, diagnóstico e tratamento
Nas fases iniciais, a aterosclerose frequentemente não provoca sintomas. Eles podem aparecer quando a redução do fluxo sanguíneo se torna significativa e variam de acordo com as artérias afetadas. Podem ocorrer dor ou pressão no peito, falta de ar, dor nas pernas durante a caminhada, alterações neurológicas ou feridas de difícil cicatrização, entre outras manifestações.
O diagnóstico depende da região do corpo afetada e pode envolver avaliação clínica, histórico familiar, pressão arterial, exames de sangue e exames de imagem ou de fluxo sanguíneo. Entre os exames que podem ser utilizados estão o índice tornozelo-braquial, testes de esforço, angiotomografia, ressonância magnética e angiografia. Um eletrocardiograma pode avaliar a atividade elétrica do coração, mas não diagnostica sozinho a presença de placas nas artérias.
O tratamento tem como objetivo reduzir o risco de complicações, como infarto, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica. Dependendo do caso, pode envolver mudanças no estilo de vida, medicamentos para colesterol ou pressão arterial e, em situações específicas, procedimentos para melhorar o fluxo sanguíneo.
9 melhores e piores alimentos para a aterosclerose
Não existe um único alimento capaz de prevenir ou tratar a aterosclerose. O que importa é o padrão alimentar como um todo e, principalmente, quais alimentos são consumidos com maior frequência e quais são utilizados para substituir outros menos favoráveis à saúde cardiovascular.
Alimentos mais favoráveis
1. Frutas, legumes e verduras
Frutas, legumes e verduras fornecem fibras, vitaminas, minerais e diversos compostos bioativos. Uma alimentação rica nesses alimentos está associada a menor risco de doenças cardiovasculares.
Boas opções incluem banana, manga, mamão, kiwi, figo, melão, melancia, morango, brócolis, couve-flor, chuchu, cenoura, beterraba, alface, acelga, couve, rúcula e agrião.
O ideal é variar as cores e consumir diferentes tipos de vegetais ao longo da semana.
2. Cereais integrais
Arroz integral, aveia, cevada, milho, trigo integral e outros cereais integrais são fontes de fibras e podem fazer parte de uma alimentação favorável à saúde cardiovascular.
A aveia merece destaque por conter beta-glucana, uma fibra solúvel que pode contribuir para a redução do colesterol LDL quando consumida em quantidades adequadas.
Por isso, trocar parte dos cereais refinados por versões integrais pode ser uma estratégia útil para melhorar a qualidade da alimentação.
3. Alimentos fonte de ômega-3
Peixes como sardinha, salmão, arenque, cavalinha e outros peixes ricos em gordura fornecem EPA e DHA, ácidos graxos ômega-3 associados à saúde cardiovascular.
Fontes vegetais, como linhaça, chia e nozes, fornecem principalmente ALA, outro tipo de ômega-3.
O consumo de peixe pode ser incorporado à alimentação regularmente, preferencialmente em preparações assadas, cozidas ou grelhadas.
4. Leguminosas
Feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja são boas fontes de fibras e proteínas vegetais. Além de contribuírem para a qualidade nutricional da dieta, podem ajudar a substituir parte do consumo de carnes e outros alimentos ricos em gorduras saturadas.
As leguminosas fazem parte dos padrões alimentares associados à saúde cardiovascular.
5. Carnes magras
Quando a carne faz parte da alimentação, cortes magros de frango, bovino ou suíno podem ser escolhidos em vez de cortes mais gordurosos.
Também é importante diferenciar carnes frescas de carnes processadas. Embutidos e outras carnes processadas devem ser consumidos com moderação, pois costumam apresentar maior quantidade de sódio e gordura saturada.
6. Alimentos fonte de gorduras insaturadas
Azeite de oliva, abacate, nozes, castanhas, amendoim e sementes fornecem principalmente gorduras insaturadas.
Uma estratégia importante para a saúde cardiovascular é substituir fontes de gorduras saturadas por fontes de gorduras insaturadas, em vez de simplesmente retirar toda a gordura da alimentação.
Alimentos para limitar
Os chamados “piores alimentos” não precisam ser encarados como proibidos. A questão é limitar aqueles que, quando consumidos com frequência e em excesso, podem contribuir para um padrão alimentar desfavorável à saúde cardiovascular.
7. Alimentos e bebidas ricos em açúcares livres
Refrigerantes, bebidas açucaradas, doces, balas, sobremesas, biscoitos recheados e outros produtos com grande quantidade de açúcares adicionados devem ter consumo limitado.
O excesso de açúcares livres pode contribuir para ganho de peso e alterações metabólicas e está associado a fatores de risco cardiovasculares. A OMS recomenda limitar o consumo de açúcares livres a menos de 10% da ingestão energética total.
8. Carboidratos refinados e alimentos ultraprocessados
Pães, biscoitos, salgadinhos, cereais açucarados e outros produtos feitos predominantemente com cereais refinados podem ter pouco teor de fibras e, dependendo da formulação, excesso de sódio, açúcar e gordura.
Isso não significa que todo alimento feito com farinha refinada seja proibido. O principal é priorizar alimentos minimamente processados e cereais integrais na maior parte da alimentação.
9. Alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans
Manteiga, queijos e carnes mais gordurosas, embutidos e alguns produtos de confeitaria podem contribuir significativamente para a ingestão de gorduras saturadas. Óleos tropicais, como óleo de coco, também apresentam alto teor de gordura saturada.
O consumo excessivo de gordura saturada aumenta o LDL, enquanto as gorduras trans industriais devem ser evitadas. Quando possível, substitua essas fontes por alimentos ricos em gorduras insaturadas, como azeite, castanhas, sementes e peixes.
Alimentação e aterosclerose: o conjunto importa
Mais importante do que escolher um alimento isolado é construir um padrão alimentar baseado em variedade, equilíbrio e moderação.
Para favorecer a saúde cardiovascular, procure consumir mais frutas, verduras, legumes, leguminosas, cereais integrais, sementes, castanhas e peixes, enquanto reduz o excesso de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares, sódio e produtos ultraprocessados.
Além da alimentação, não fumar, praticar atividade física regularmente, dormir adequadamente e acompanhar fatores como colesterol, pressão arterial e glicemia também são importantes para reduzir o risco cardiovascular.
E, para quem já tem aterosclerose ou colesterol elevado, as mudanças na alimentação devem fazer parte de um acompanhamento individualizado. Em alguns casos, medicamentos são necessários para reduzir o risco de complicações e não devem ser substituídos por alimentos ou suplementos.
Isabella Coelho – Comunicação da Boomi