8 benefícios do maracujá para a saúde

Um dos benefícios mais conhecidos do maracujá para a saúde está relacionado ao seu possível efeito calmante. Algumas espécies do gênero Passiflora contêm compostos bioativos, como flavonoides e alcaloides, que são estudados por seus efeitos sobre o sistema nervoso.
Mas existem vários outros benefícios do maracujá para a saúde. A fruta fornece fibras, vitamina C, vitamina A, potássio e diversos compostos bioativos, que podem contribuir para uma alimentação equilibrada e para o funcionamento adequado do organismo.
Além disso, o maracujá tem aroma e acidez marcantes, o que o torna muito versátil na cozinha: pode ser utilizado em sucos, geleias, caldas, sobremesas e também em preparações salgadas.
Valor nutricional e benefícios do maracujá para a saúde
O maracujá é uma fruta relativamente pouco calórica e fornece fibras, vitaminas e minerais. O maracujá-azedo (Passiflora edulis) é uma das espécies mais consumidas no Brasil.
Em 100 g de polpa de maracujá, encontramos aproximadamente:
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Energia: 74 kcal
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Carboidratos: 11 g
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Proteínas: 2 g
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Gorduras: 2 g
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Fibras: 1,14 g
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Potássio: 338 mg
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Zinco: 0,39 mg
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Vitamina A: 108 µg
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Vitamina B2: 0,05 mg
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Vitamina C: 19,8 mg
Além desses nutrientes, o maracujá contém compostos bioativos, como carotenoides e flavonoides. Entre eles estão as vitexinas, presentes em algumas espécies de Passiflora e estudadas por seu possível efeito sobre o sistema nervoso.
A composição nutricional pode variar de acordo com a espécie, variedade, maturação e parte da fruta utilizada.
Confira alguns dos benefícios do maracujá para a saúde:
1. Pode contribuir para o relaxamento
O maracujá e, principalmente, algumas espécies de Passiflora são tradicionalmente associados ao efeito calmante.
Flavonoides e outros compostos presentes nessas plantas são estudados por sua possível ação sobre o sistema nervoso central. Entretanto, é importante diferenciar o consumo da fruta de preparações medicinais feitas com determinadas espécies de Passiflora.
Por isso, não é correto afirmar que comer maracujá produz necessariamente um efeito sedativo ou que a fruta substitui tratamentos para ansiedade ou distúrbios do sono.
2. Pode contribuir para o controle da glicemia
A polpa e, principalmente, a casca e a entrecasca do maracujá contêm fibras, incluindo pectina.
As fibras solúveis podem retardar o esvaziamento gástrico e a absorção de carboidratos, contribuindo para uma resposta glicêmica mais gradual após as refeições.
Esse efeito depende da quantidade consumida e da composição da refeição. O maracujá pode fazer parte de uma alimentação adequada para o controle da glicemia, mas não substitui o tratamento de diabetes.
3. Pode contribuir para o controle do colesterol
A pectina é uma fibra solúvel que pode ser fermentada pela microbiota intestinal e contribuir para diferentes processos relacionados ao metabolismo dos lipídios.
Além disso, as sementes do maracujá fornecem gorduras insaturadas, incluindo gorduras mono e poli-insaturadas.
Esses componentes podem fazer parte de uma alimentação favorável à saúde cardiovascular. No entanto, não é adequado afirmar que o consumo de maracujá, isoladamente, reduz o colesterol ou os triglicerídeos.
4. Pode ajudar na regulação da pressão arterial
O maracujá é fonte de potássio, mineral que participa do equilíbrio de fluidos e da regulação da pressão arterial.
Uma alimentação com boas fontes de potássio e adequada em relação ao consumo de sódio pode contribuir para a saúde cardiovascular.
Ainda assim, o consumo de maracujá não substitui medicamentos ou outras medidas indicadas para o tratamento da hipertensão.
5. Contribui para o funcionamento do sistema imunológico
O maracujá fornece vitamina C, vitamina A, zinco e outros compostos bioativos que participam do funcionamento adequado do sistema imunológico.
A vitamina C e os carotenoides também estão envolvidos em mecanismos de proteção antioxidante.
Entretanto, não é correto afirmar que o maracujá “fortalece” a imunidade a ponto de prevenir infecções, câncer ou doenças autoimunes. O funcionamento do sistema imunológico depende de diversos fatores, incluindo alimentação, sono, atividade física e condições gerais de saúde.
6. Pode contribuir para a saciedade
As fibras presentes no maracujá podem contribuir para a saciedade e para o funcionamento adequado do intestino.
A polpa apresenta sabor naturalmente ácido, mas isso não significa que tenha pouco açúcar necessariamente. Além disso, o efeito sobre o apetite depende da quantidade consumida e da composição da alimentação como um todo.
O suco de maracujá pode ser consumido sem adição de açúcar, mas, quando a polpa é coada, parte das fibras é perdida. Para maior saciedade, consumir a fruta ou preparações que preservem sua estrutura pode ser uma opção interessante.
7. Contribui para a saúde cardiovascular
O maracujá fornece potássio, fibras, vitamina C e compostos bioativos, que podem fazer parte de um padrão alimentar associado à saúde cardiovascular.
Seus compostos antioxidantes são estudados por diferentes possíveis efeitos biológicos, mas não é adequado atribuir à fruta isoladamente uma ação de prevenção de doenças cardiovasculares.
8. Contribui para o metabolismo energético
O maracujá fornece vitaminas e minerais que participam de diferentes reações metabólicas.
Entre eles está a vitamina B2 (riboflavina), que participa do metabolismo energético e de outras funções celulares. A vitamina C também exerce diversas funções no organismo, incluindo a participação na formação de colágeno e no funcionamento do sistema imunológico.
Isso não significa, porém, que o consumo de maracujá forneça um aumento imediato de energia ou disposição. A energia do organismo depende principalmente do conjunto da alimentação e do funcionamento adequado do metabolismo.
Tipos mais comuns de maracujá
Maracujá é o nome popular utilizado para diversas espécies do gênero Passiflora. O Brasil apresenta grande diversidade de espécies nativas e é considerado um importante centro de diversidade do gênero.
Entre as espécies de maior interesse para consumo estão o Passiflora edulis, conhecido como maracujá-azedo, e o Passiflora alata, conhecido como maracujá-doce.
O Passiflora edulis é a espécie mais utilizada comercialmente no Brasil. Já o maracujá-doce apresenta sabor mais suave e adocicado e é consumido principalmente fresco.
Também existem espécies de Passiflora utilizadas com finalidade ornamental ou em preparações tradicionais e fitoterápicas. A composição dos compostos bioativos varia entre as espécies e entre as diferentes partes da planta.
É importante não confundir o consumo da fruta com o uso medicinal de folhas, flores ou extratos de determinadas espécies. Preparações fitoterápicas devem ser utilizadas de acordo com orientação profissional.
Como consumir
O maracujá é muito versátil e pode ser utilizado tanto em preparações doces quanto salgadas.
Sua polpa é bastante utilizada no preparo de sucos, geleias, mousses, caldas e sobremesas. A acidez característica também combina muito bem com molhos para peixes e frutos do mar.
A casca e a entrecasca concentram uma quantidade significativa de fibras, especialmente pectina. Por isso, produtos como farinha de maracujá podem ser utilizados em vitaminas, iogurtes e outras preparações.
No entanto, a quantidade de fibras varia conforme o produto e o processamento, e seu consumo não deve ser encarado como uma estratégia isolada para controlar glicemia, colesterol ou peso.
Algumas formas de consumir o maracujá são:
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Em sucos, preferencialmente sem adição de açúcar;
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Em saladas de frutas;
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Com iogurte e aveia;
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Em geleias;
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Em mousses e outras sobremesas;
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Como calda para frutas ou outras preparações;
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Em molhos para peixes e frutos do mar;
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Em vitaminas e smoothies.
Com seu sabor marcante e suas diferentes possibilidades de preparo, o maracujá é uma ótima opção para variar o consumo de frutas no dia a dia e aproveitar seus nutrientes e compostos bioativos.