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23/09/2026

11 melhores e piores alimentos para a artrite reumatoide

Você sabia que a alimentação pode fazer parte dos cuidados de quem tem artrite reumatoide? Conheça os alimentos que podem contribuir para uma alimentação favorável à saúde e aqueles que vale a pena limitar.

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune que afeta principalmente as articulações, mas também pode atingir outras partes do organismo, como pele, olhos, pulmões e coração. Os sintomas mais comuns incluem dor, inchaço, rigidez articular e fadiga.

A causa exata da artrite reumatoide ainda não é totalmente conhecida. Sabe-se que uma combinação de fatores genéticos e ambientais participa do desenvolvimento da doença. O tabagismo, por exemplo, está associado a maior risco e a formas mais graves da doença. Já fatores como estresse e algumas infecções podem estar relacionados a períodos de piora dos sintomas, mas não devem ser apresentados como causas isoladas da artrite reumatoide.

A alimentação não substitui os medicamentos nem os demais tratamentos indicados pelo reumatologista. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para controlar a inflamação e reduzir o risco de danos permanentes às articulações.

 

11 melhores e piores alimentos para a artrite reumatoide

Não existe uma dieta específica comprovadamente capaz de tratar a artrite reumatoide. Entretanto, estudos sugerem que padrões alimentares saudáveis, especialmente aqueles semelhantes à dieta mediterrânea, podem contribuir para o controle de alguns sintomas e marcadores de inflamação.

Mais importante do que eliminar alimentos isolados é construir uma alimentação baseada em vegetais, fontes de fibras, peixes, cereais integrais, leguminosas, castanhas e gorduras insaturadas, reduzindo o consumo de produtos ultraprocessados e de alimentos ricos em gorduras saturadas e açúcares.

 

Alimentos mais favoráveis

1. Azeite de oliva

O azeite de oliva extravirgem é uma importante fonte de gordura monoinsaturada e de compostos fenólicos. Ele faz parte do padrão alimentar mediterrâneo, que vem sendo estudado em pessoas com artrite reumatoide e pode estar associado a melhorias em alguns indicadores de atividade da doença.

Uma forma simples de incluí-lo na alimentação é utilizá-lo em saladas, vegetais e preparações culinárias.

 

2. Peixes ricos em ômega-3

Salmão, sardinha, arenque, cavalinha e outros peixes ricos em gordura fornecem os ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA.

Estudos com suplementação de ômega-3 apontam possíveis benefícios modestos em alguns desfechos da artrite reumatoide, principalmente relacionados à dor, ao número de articulações doloridas ou inchadas e à necessidade de anti-inflamatórios. A qualidade das evidências, porém, varia.

O consumo de peixe pode, portanto, fazer parte de uma alimentação favorável à saúde cardiovascular e articular.

 

3. Chia e linhaça

Chia e linhaça são boas fontes vegetais de ácido alfa-linolênico (ALA), um tipo de ômega-3. Também fornecem fibras, minerais e outros compostos bioativos.

Para aproveitar melhor os nutrientes da linhaça, especialmente sua gordura e seus lignanos, ela pode ser consumida moída. A chia, por sua vez, pode ser consumida inteira, hidratada ou adicionada a preparações.

Vale lembrar que o ALA não é equivalente ao EPA e ao DHA encontrados em peixes, já que sua conversão no organismo é limitada.

 

4. Nozes e outras oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas e outras oleaginosas fornecem gorduras insaturadas, fibras, minerais e compostos antioxidantes.

Elas podem ser incluídas em pequenas porções no dia a dia e são especialmente interessantes quando substituem produtos ricos em gorduras saturadas ou ultraprocessados.

 

5. Frutas, legumes e verduras

Frutas, legumes e verduras fornecem fibras, vitaminas, minerais, carotenoides, polifenóis e outros compostos bioativos.

Uma alimentação rica nesses alimentos está associada a padrões alimentares mais saudáveis e pode contribuir para o controle da inflamação e para a saúde cardiovascular, que merece atenção especial em pessoas com artrite reumatoide.

Algumas opções incluem laranja, acerola, kiwi, morango, mamão, uva, brócolis, couve, rúcula, pimentão, cenoura e folhas verdes.

 

6. Leguminosas e cereais integrais

Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, soja, aveia, arroz integral, cevada e outros cereais integrais fornecem fibras, vitaminas, minerais e, no caso das leguminosas, proteínas vegetais.

Esses alimentos ajudam a compor um padrão alimentar baseado em alimentos minimamente processados, semelhante ao padrão mediterrâneo estudado em pessoas com artrite reumatoide.

Alimentos para limitar

 

7. Carnes vermelhas e carnes processadas

Carnes vermelhas podem fazer parte da alimentação, mas é interessante evitar o consumo excessivo, principalmente de cortes muito gordurosos.

Já carnes processadas, como salsicha, linguiça, salame, mortadela e presunto, devem ter consumo limitado, pois geralmente apresentam maior quantidade de sódio e gordura saturada e fazem parte de padrões alimentares menos favoráveis à saúde.

Isso não significa que toda carne vermelha provoque crises de artrite reumatoide. A relação entre alimentos específicos e atividade da doença ainda apresenta evidências heterogêneas.

 

8. Frituras e alimentos ricos em gordura saturada

Frituras, alguns produtos de confeitaria e outros alimentos ricos em gordura saturada podem contribuir para uma alimentação menos favorável à saúde cardiovascular.

Em vez de eliminar toda a gordura da alimentação, a estratégia mais adequada é priorizar fontes de gorduras insaturadas, como azeite, castanhas, sementes e peixes, em substituição às fontes de gordura saturada.

 

9. Alimentos e bebidas ricos em açúcares adicionados

Refrigerantes, bebidas açucaradas, doces, balas e sobremesas muito açucaradas devem ter consumo moderado.

O excesso de açúcar contribui para uma alimentação de menor qualidade nutricional e pode favorecer ganho de peso. Como o excesso de tecido adiposo também está associado a processos inflamatórios, manter um peso adequado pode fazer parte do cuidado da artrite reumatoide.

 

10. Alimentos ultraprocessados

Biscoitos recheados, salgadinhos, fast-food, produtos instantâneos e outros ultraprocessados frequentemente apresentam combinações de sódio, açúcares, gorduras e baixa quantidade de fibras.

A ideia não é proibir esses alimentos, mas reduzir sua frequência e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

 

11. Álcool

O álcool não deve ser considerado um alimento capaz de melhorar ou piorar automaticamente os sintomas da artrite reumatoide em todas as pessoas. Porém, seu consumo merece atenção.

A Organização Mundial da Saúde destaca que não existe um nível de consumo de álcool que seja completamente livre de riscos à saúde.

Além disso, pessoas com artrite reumatoide podem utilizar medicamentos que exigem cuidados específicos com o álcool. O metotrexato, por exemplo, pode afetar o fígado, e o consumo de álcool pode aumentar essa preocupação. A orientação deve ser individualizada pelo médico ou farmacêutico.

Por isso, o antigo limite de “21 unidades para homens e 14 para mulheres por semana” não deve ser apresentado como uma quantidade saudável ou segura.

 

E os laticínios?

Os laticínios não devem ser classificados genericamente como “piores alimentos” para a artrite reumatoide.

As evidências disponíveis não justificam a exclusão de leite, iogurte ou queijo para todas as pessoas com a doença. Dietas de eliminação, inclusive aquelas que retiram laticínios, apresentam resultados inconsistentes e respostas individuais.

Caso uma pessoa perceba uma relação consistente entre determinado alimento e seus sintomas, essa situação pode ser investigada individualmente com acompanhamento profissional, evitando restrições desnecessárias.

 

Alimentação e artrite reumatoide: o conjunto importa

Mais do que procurar uma lista de alimentos “milagrosos”, vale pensar no padrão alimentar como um todo.

Uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, leguminosas, cereais integrais, peixes, sementes, castanhas e azeite, com menor presença de ultraprocessados, gorduras saturadas e excesso de açúcar, é compatível com o padrão mediterrâneo estudado em pessoas com artrite reumatoide.

A alimentação deve ser encarada como parte do cuidado, e não como substituta do tratamento. Medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs), terapias físicas e acompanhamento regular continuam sendo fundamentais para controlar a artrite reumatoide e reduzir o risco de danos articulares.

Além disso, não fumar, praticar atividade física de acordo com a orientação profissional, cuidar do sono e manter acompanhamento médico também são importantes para a saúde de quem vive com artrite reumatoide.

Isabella Coelho – Comunicação da Boomi

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