10 erros comuns na reciclagem que você pode estar cometendo

Veja neste post alguns dos erros mais comuns na reciclagem e descubra o que fazer para tornar o descarte dos resíduos mais correto e sustentável.
Todos nós sabemos da importância da reciclagem e, provavelmente, fazemos o nosso melhor em casa. Mas será que realmente sabemos como descartar corretamente embalagens de plástico, papelão, vidro e outros materiais?
Embora muitas pessoas estejam cada vez mais conscientes das questões ambientais, ainda existem barreiras que dificultam a reciclagem, como a falta de informação sobre a separação e o descarte adequado dos resíduos.
Um dos erros mais comuns é acreditar que tudo deve ser colocado na lixeira de recicláveis. Com isso, materiais que não são aceitos pelos sistemas locais de coleta podem acabar misturados aos recicláveis, dificultando a triagem e podendo comprometer o aproveitamento de outros materiais.
10 erros comuns na reciclagem
Para ajudar você a evitar erros na hora de separar os resíduos, reunimos alguns dos problemas mais comuns e dicas simples para melhorar o descarte.
É importante lembrar que as regras de reciclagem não são iguais em todos os lugares. Cada cidade pode ter diferentes sistemas de coleta, infraestrutura de triagem e materiais aceitos.
Por isso, consulte as orientações da prefeitura, da empresa responsável pela coleta ou da cooperativa de reciclagem da sua região para saber exatamente o que pode ser reciclado onde você mora.
Dito isso, confira alguns erros comuns na reciclagem que podem ser evitados:
1. Nem todo resíduo é reciclável
Um dos erros mais comuns na hora de reciclar é colocar na coleta seletiva materiais que não são aceitos pelo sistema local. Isso pode dificultar a triagem e aumentar a quantidade de rejeitos.
Alguns materiais também exigem sistemas de descarte específicos e não devem ser colocados junto aos recicláveis comuns. Entre eles estão:
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Fraldas e absorventes usados;
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Guardanapos e papéis muito contaminados por alimentos ou gordura;
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Papel-carbono;
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Fotografias;
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Espelhos e vidros planos;
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Cerâmicas e porcelanas;
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Lâmpadas;
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Pilhas e baterias;
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Embalagens de produtos químicos ou perigosos.
A lista pode variar de acordo com a cidade e o sistema de coleta. Por isso, antes de descartar um material, procure saber qual é a orientação da sua região.
A reciclagem não envolve apenas separar papel, plástico, vidro e outros materiais. É uma cadeia que depende de coleta, triagem, processamento e reaproveitamento adequados.
2. Descartar embalagens sujas e com resíduos
Frascos, garrafas, potes e caixas de papelão podem ser recicláveis, mas restos de alimentos, molhos, bebidas e outros produtos podem contaminar os materiais e dificultar sua reciclagem.
Antes de colocar uma embalagem na coleta seletiva, esvazie completamente seu conteúdo e, quando necessário, faça uma limpeza rápida para remover os resíduos. Não é preciso desperdiçar grandes quantidades de água para lavar uma embalagem: o objetivo é evitar que ela seja descartada ainda com restos de alimentos ou produtos.
Isso vale para potes de alimentos, garrafas, latas e embalagens de produtos de limpeza, sempre respeitando as orientações da coleta local.
No caso das caixas de pizza, a parte limpa e sem gordura pode ser destinada à reciclagem quando o sistema local aceitar esse material. Já as partes muito engorduradas ou contaminadas podem ser destinadas ao lixo comum ou à compostagem, quando houver essa possibilidade.
Também é importante observar as embalagens de alimentos congelados. Algumas possuem revestimentos ou estruturas que podem dificultar a reciclagem. Consulte as orientações da coleta seletiva da sua cidade.
3. Deixar a fita adesiva nas caixas de papelão
As caixas de papelão podem ser recicladas, mas é recomendável retirar materiais que não sejam de papel antes do descarte, como grandes pedaços de fita adesiva, etiquetas e outros componentes.
Na hora de desmontar uma caixa, retire o excesso de fita e outros materiais que possam ser separados facilmente. Isso facilita a triagem e o processamento do papelão.
Para embrulhos e embalagens, também existem alternativas, como a fita gomada de papel kraft. É esse tipo de fita que utilizamos aqui na Boomi para embalar nossos pedidos.
4. Descartar qualquer papel de embrulho na reciclagem
Nem todo papel de presente é adequado para a reciclagem. Papéis com glitter, laminados, revestimentos plásticos, enfeites ou outros materiais misturados podem não ser aceitos pela coleta seletiva.
Uma maneira simples de verificar alguns tipos de papel de presente é amassá-lo. Se ele permanecer amassado, é possível que seja predominantemente papel; se voltar rapidamente à forma original, pode conter algum tipo de revestimento. Porém, esse teste não substitui as orientações do sistema de reciclagem local.
Sempre que possível, prefira papéis simples e sem revestimentos ou reutilize embalagens e sacolas de presente. A reutilização prolonga a vida útil dos materiais e evita a geração de novos resíduos.
5. Jogar pilhas e baterias no lixo comum ou na coleta seletiva
Pilhas e baterias não devem ser descartadas junto ao lixo comum nem misturadas aos recicláveis convencionais.
Esses produtos podem conter materiais que apresentam riscos ao meio ambiente e à saúde quando descartados de forma inadequada. Além disso, baterias podem causar incêndios quando sofrem danos ou entram em contato com determinados materiais.
O ideal é procurar pontos de coleta específicos para pilhas e baterias, como estabelecimentos comerciais e locais de recebimento disponibilizados pelo poder público ou por sistemas de logística reversa.
6. Escolher embalagens pensando apenas na cor
A cor da embalagem, por si só, não determina se um plástico é reciclável. O que importa é o tipo de material, sua composição, a infraestrutura disponível e a existência de mercado para seu reaproveitamento.
Alguns plásticos pretos ou muito pigmentados podem apresentar dificuldades adicionais em determinadas centrais de triagem, especialmente quando os equipamentos utilizados para identificar os materiais têm dificuldade para reconhecê-los. No entanto, isso não significa que todo plástico preto ou colorido seja necessariamente não reciclável.
Por isso, além de observar a embalagem, procure saber quais materiais são efetivamente aceitos pela coleta seletiva da sua região.
Também vale considerar a quantidade de embalagem utilizada, sua possibilidade de reutilização e a existência de sistemas de logística reversa.
7. Colocar vidro quebrado junto aos recicláveis
Nem todo tipo de vidro é aceito na coleta seletiva convencional. Garrafas e potes de vidro costumam ser os materiais mais comumente destinados à reciclagem, mas espelhos, vidros de janelas, cristais, cerâmicas, porcelanas e alguns tipos de vidro temperado ou refratário podem exigir outro tipo de descarte.
Por isso, consulte as regras da coleta da sua cidade antes de colocar qualquer objeto de vidro na lixeira de recicláveis.
Vidros quebrados também exigem cuidado para evitar acidentes. Quando não houver um ponto de coleta específico, acondicione o material de maneira segura, utilizando uma embalagem resistente e identificando que há vidro quebrado antes de descartá-lo, sempre seguindo as orientações locais.
8. Descartar papel picado junto com os recicláveis sem verificar as regras locais
O papel picado pode ser mais difícil de separar em algumas centrais de triagem, especialmente quando os pedaços são muito pequenos.
Por isso, antes de colocá-lo na coleta seletiva, verifique se a cooperativa ou o sistema de coleta da sua região aceita esse tipo de material.
Quando possível, evite picar documentos e outros papéis que ainda poderiam ser reciclados inteiros. Para documentos que precisam ser destruídos por segurança, procure pontos de coleta ou empresas especializadas que recebam papel fragmentado.
9. Descartar restos de alimentos no lixo comum
Os resíduos orgânicos representam uma parcela significativa do lixo doméstico e muitos deles podem ter um destino melhor do que os aterros sanitários.
Cascas de frutas e vegetais, borra de café, folhas e outros resíduos orgânicos podem ser compostados quando houver condições adequadas para isso.
Você pode fazer compostagem em casa ou procurar iniciativas, empresas e programas de coleta de resíduos orgânicos disponíveis na sua região.
Além de compostar, uma das melhores formas de reduzir o impacto ambiental dos alimentos é evitar o desperdício. Planejar as compras, armazenar corretamente os alimentos e aproveitar integralmente os ingredientes são atitudes que ajudam a reduzir a quantidade de resíduos gerados.
Confira também o texto do nosso blog, “Como reduzir o desperdício de alimentos”, no qual reunimos dicas para ajudar a diminuir o desperdício em casa.
10. Reciclar sem pensar em reutilizar
A reciclagem é importante, mas não deve ser a primeira alternativa para todos os materiais.
Antes de encaminhar uma embalagem para a reciclagem, pense se ela pode ser reutilizada. Potes de vidro, caixas, sacolas e outros recipientes podem ganhar novas funções e permanecer em uso por mais tempo.
Quanto mais tempo um produto ou embalagem puder ser utilizado de forma segura e adequada, menor tende a ser a necessidade de produzir um novo item para substituí-lo.
Conclusão
Reciclar corretamente é importante, mas pequenas mudanças na forma como consumimos, reutilizamos e descartamos os materiais também fazem diferença.
Antes de colocar qualquer coisa na lixeira de recicláveis, verifique se o material é realmente aceito pela coleta seletiva da sua região, descarte as embalagens de maneira adequada e, sempre que possível, priorize a redução do consumo e a reutilização.
A reciclagem é apenas uma parte da solução. Pensar no futuro é agir agora.